19 de Fevereiro de 2012
Goyas 2012 - 26º Prémios da Academia Espanhola de Cinema
19 Fevereiro
Blackthorn. Sin destinoEter Pictures, A.I.E., Nix Films, A.I.E., Arcadia Motion Pictures (Andrés Santana/ Ibon Cormenzana ), Manto Films, A.I.E.
La voz dormidaMaestranza Films, S.L. (Antonio Pérez Pérez), Mirada Sur, S.L.
Verbocompositor/es:Por: Verbo
MEJOR INTERPRETACIÓN MASCULINA PROTAGONISTA
MEJOR INTERPRETACIÓN FEMENINA PROTAGONISTA
MEJOR INTERPRETACIÓN MASCULINA DE REPARTO
MEJOR INTERPRETACIÓN FEMENINA DE REPARTO
MEJOR DIRECCIÓN DE PRODUCCIÓN
MEJOR DIRECCIÓN DE FOTOGRAFÍA
MEJOR DIRECCIÓN ARTÍSTICA
MEJOR DISEÑO DE VESTUARIO
MEJOR MAQUILLAJE Y/O PELUQUERÍA
MEJORES EFECTOS ESPECIALES
MEJOR PELÍCULA DE ANIMACIÓN
ArrugasPerro Verde Films (Manuel Cristobal), Elephant in the Black Box (Enrique Aguirrezabala), Cromosoma, S.A. (Oriol Ivern)
Carthago NovaFundación Integra (Pedro Flores García), Fundación Integra de Murcia
MEJOR PELÍCULA DOCUMENTAL
30 años de oscuridadLa Claqueta (Olmo Figueredo González-Quevedo), Pizzel 3D (Enrique Fernández Guzmán), Irusoin (Fernando Larrondo)
El cuaderno de barroTusitala Producciones Cinematográficas (Luisa Matienzo), Bord Cadre Films, Televisión Española, S.A.
MorenteIrcania Producciones del Sur, S.L. (Emilio Ruíz Barrachina)
MEJOR PELÍCULA IBEROAMERICANA
MEJOR CORTOMETRAJE DE FICCIÓN ESPAÑOL
MEJOR CORTOMETRAJE DE ANIMACIÓN ESPAÑOL
BirdboyPedro Rivero, Alberto Vázquez Rico
MEJOR CORTOMETRAJE DOCUMENTAL ESPAÑOL
AlmaJosé Javier Pérez Prieto
18 de Fevereiro de 2012
Berlinale 2012 - 62º Festival Internacional de Cinema de Berlim
9 | 19 Fevereiro
PRIZES OF THE INTERNATIONAL JURY 2012
The members of the 2012 International Jury, Mike Leigh (President), Anton Corbijn, Asghar Farhadi, Charlotte Gainsbourg, Jake Gyllenhaal, François Ozon, Boualem Sansal and Barbara Sukowa, award the following prizes:
GOLDEN BEAR FOR BEST FILM
Cesare deve morire (Caesar Must Die)
by Paolo & Vittorio Taviani

THE JURI GRAND PRIX - SILVER BEAR
Csak a szél (Just The Wind)
by Bence Fliegauf

SILVER BEAR - BEST DIRECTION
Christian Petzold for
Barbara

SILVER BEAR - BEST ACTRESS
Rachel Mwanza in
Reb elle (War Witch) by Kim Nguyen

SILVER BEAR - BEST ACTOR
Mikkel Boe Følsgaard in
En Kongelig Affære (A Royal Affair) by Nikolaj Arcel

SILVER BEAR� - OUTSANDING ARTISTIC ACHIEVEMENT
Lutz Reitemeier for the photography in
Bai lu yuan (White Deer Plain) by Wang Quan'an

SILVER BEAR - BEST SCRIPT
Nikolaj Arcel, Rasmus Heisterberg for
En Kongelig Affære (A Royal Affair) by Nikolaj Arce

ALFRED BAUER PRIZE
awarded in memory of the festival founder, for a work of particular innovation
Tabu
by Miguel Gomes

SPECIAL AWARD - SILVER BEAR
L'enfant d'en haut (Sister)
by Ursula Meier

18 de Fevereiro de 2012
Berlinale 2012 - 62º Festival Internacional de Cinema de Berlim
9 | 19 Fevereiro
PRIZES OF THE INTERNATIONAL SHORT FILM JURY
Around 30 films compete for the following awards in the Berlinale Shorts section:
The Berlinale Shorts International Juri consists of three filmmakers and artists with a working relationship to the short
form.
At home in multiple artistic and cultural fields, they each bring with them their own perspective on the way they view
and evaluate the competing films: talented international directors, young artists and actors as well as short film curators
and film academy directors award works that tread new cinematographic territory.
The members of the 2012 Berlinale Shorts International Jury, Sandra Hüller, Emily Jacir and David OReilly, award the
following prizes:
GOLDEN BEAR FOR THE BEST SHORT FILM 2012
RAFA
by João Salaviza
This stunningly performed and sensitively paced film
is a beautifully bleak, uncompromising portrayal of a
boy on the brink of manhood. Using minimal means
the director carefully choreographs this brave
unsentimental story.

17 de Fevereiro de 2012
Berlinale 2012 - 62º Festival Internacional de Cinema de Berlim
9 | 19 Fevereiro
PRIZES OF THE INDEPENDENT JURIES
A jury is considered independent when its members are not selected by the Berlinale. A number of independent juries
award prizes at the Berlinale.
The high level of quality and diversity of the films are an invitation for critical examination and
discerning judgment that opens up new directions.
Accordingly the independent juries award their prizes along different
criteria, in accordance to the special intention linked to each award.
The juries of the "Fédération Internationale de la Presse Cinématographique" (FIPRESCI), the international film critics
association, view films from the Competition programme and the Panorama and Forum sections.
They award a prize for the
best film in each of these sections.
PRIZE WINNER COMPETITION 2012
TABU
by Miguel Gomes

17 de Fevereiro de 2012
TABU de Miguel Gomes distnguido com o Prémio FIPRESCI,
Federação Internacional da Imprensa de Cinema, na BERLINALE
O filme, que integra a competição oficial do festival, foi considerado o melhor pelos críticos no festival, recebendo o prémio FIPRESCI, referiu o produtor.
TABU, a saga a preto e branco sobre um amor louco passado em África, foi apresentado à imprensa na terça-feira em Berlim e aplaudido no final por mais de mil jornalistas, no Berlinale Palast.
Para Luís Urbano, este prémio da crítica não significa vantagem a caminho do Urso de Ouro, o prémio máximo: "É um sinal, mas com os júris nunca se sabe".
TABU, que deverá ter estreia em Portugal em Abril, conta no elenco com Ana Moreira, Carlotto Cota, Teresa Madruga, entre outros.
Em TABU, Miguel Gomes relata a história, em duas partes bem distintas.
A primeira parte do filme, intitulada 'Paraíso Perdido', relata uma vida banal de três personagens, Aurora (Laura Soveral), a sua empregada africana, Santa, e uma vizinha empenhada em causas sociais, Pilar (Teresa Madruga), e termina com a morte de Aurora.
Na segunda parte, que dá pelo nome de 'Paraíso', vemos então a jovem Aurora (Ana Moreira), filha de um colono português em África, dona de uma fazenda, casada, mas que trai o marido com um amigo, para tudo acabar em tragédia.
O filme é inteiramente a preto e branco e, na segunda parte, os actores não falam, ouvindo-se apenas o narrador e a banda sonora, em jeito de homenagem de Miguel Gomes ao cinema mudo, principalmente a um dos seus grandes mestres, o alemão Friedrich Wilhelm Murnau.
No festival de Berlim, que termina no domingo, compete também, na secção de curtas-metragens, o filme RAFA, de João Salaviza.
Os Urso de Ouro e de Prata são anunciados no sábado.
(notícia 'Correio da Manhã')
26 de Janeiro de 2012
Revista PREMIERE - Encerramento
Em 2011 o cinema português viveu o sonho de ter quatro revistas de cinema, mas infelizmente esse sonho desapareceu, primeiro com o fim da Magazine HD, depois a Total Film Portugal que foi suspensa em novembro de 2011 e agora com a Premiere.
A revista deixou o seguinte aviso na sua página oficial do Facebook:
“O Grupo Multipublicações informa todos os leitores que decidiu fechar a Premiere. Termina assim a primeira revista de cinema publicada em Portugal após 39 edições.
A decisão é justificada pelo decréscimo de vendas em banca e pela diminuição no número de assinantes.
A conjuntura actual do país e a falta de apoios por parte do mercado ao cinema também contribuíram para o encerramento da publicação.
A Premiere foi lançada pela primeira vez em Novembro de 1999, com uma tiragem de 17 mil exemplares.
Em 2008, o título foi adquirido pelo Grupo Multipublicações e chega agora ao fim com a capa de Dezembro de 2011.
Resta-nos agradecer aos leitores por nos terem honrado com a vossa preferência e companhia ao longo destes anos.
A todos, o nosso muito obrigado.”.
Já em 2007, esteve quase a ser encerrada, mas conseguiu recuperar e foram tentado refazer a revista para agradar aos leitores, melhorando consideravelmente em 2010, com novos artigos de opinião e novas secções e novos autores.
Parece que Portugal ainda não tem mercado para revistas de cinema, os apoios e o público português não são suficientes para 2 revistas, quanto mais para as 4 que chegaram a ser editadas em simultâneo.
Portugal fica assim com apenas uma revista de cinema, a Empire, versão portuguesa, lançada em Abril de 2011 que talvez agora, com o monopólio do mercado, se consiga manter.
Dificilmente teremos outro ano como 2011, com quatro revistas de cinema nas bancas.
Esperemos que a situação não piore e que as outras revistas que estão suspensas voltem a ganhar vida, para o bem das suas equipas, dos leitores e do cinema!
Poderemos ter mais tristes surpresas como o fim do ICA e da TOBIS, o que coloca questões sobre o futuro do cinema português em 2013.
(adaptado do texto de Tiago Resende em ‘CINEMA 7ª ARTE)
30 de Dezembro de 2011
II Encontro Anual da AIM
O II Encontro Anual da AIM terá lugar na Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, nos dias 10, 11 e 12 de Maio de 2012, numa organização conjunta da AIM e do CECC - Centro de Estudos de Comunicação e Cultura, linha de investigação Media, Technology, Contexts (Faculdade de Ciências Humanas, Universidade Católica Portuguesa).
Entre os conferencistas convidados cuja presença no II Encontro Anual da AIM já está confirmada encontram-se Henry Jenkins, da University of Southern California (Annenberg School for Communication & Journalism), autor deConvergence Culture: Where Old and New Media Collide (2006) e de Fans, Bloggers and Gamers: Exploring Participatory Culture (2006), e András Bálint Kovács, da Eötvös Loránd University/ELTE (Budapeste), autor de Screening Modernism: European Art Cinema, 1950-1980 (2008).
Hoje e amanhã!
Os últimos dias para submeter propostas ao II Encontro Anual da AIM.
Será em Maio, de 10 a 12, na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa.
Não falte!
31 de Dezembro de 2011
2012 menos 4 horas...
A equipa 'Grande Écran' deseja a todos um excelente 2012, pleno de Bom Cinema!
Falco Fernandes
Isabel Santos
Margarida Mateus
Germano Campos
José Mário Bastos
Nuno Pedro
Raquel Sofia
Raquel Silva
e os inúmeros amigos que nos ajudam a alimentar um sonho com 17 anos e a caminho da edição 700.
16 de Dezembro de 2011
Manifesto em Defesa da Cultura
Ontem em Lisboa, foi tornado público um manifesto em Defesa da Cultura, subscrito por mais de cinquenta pessoas ligadas às mais diversas áreas da cultura.
marca um primeiro na luta pela defesa da cultura e dos bens culturais contra uma política que objectivamente nos está a destruir.
Um alerta forte a todo o país.
MANIFESTO EM DEFESA DA CULTURA
1. Destruição e perversão do princípio de serviço público; estrangulamento financeiro; desmantelamento, redução e desqualificação de serviços; centralização e agregação burocrática de instituições; mercantilização: as políticas de agressão à Cultura seguidas pelos últimos governos criaram uma situação insustentável. O PRACE do governo PS gerou uma estrutura ineficiente e enfraquecida, em diversos aspectos irracional, que colocou serviços e instituições à beira da paralisia e do colapso, situação que os sucessivos PEC’s agravaram brutalmente. Com o governo PSD/CDS, aos cortes cegos seguiu-se a reestruturação cega. O PREMAC vai ainda mais longe nos aspectos negativos do PRACE. Num enunciado de fusões, extinções, criações/fusões/extinções sem qualquer fundamentação séria conhecida, esta reestruturação cega leva ao limite a situação de crise geral existente nas estruturas da administração central com responsabilidades nas diferentes dimensões da actividade cultural.
2. A situação de estrangulamento financeiro, que já colocara o orçamento para a Cultura muito abaixo do nível da subsistência, agrava-se com novos cortes agora sob a bandeira da “austeridade” imposta pela troika e servilmente aceite por PS, PSD e CDS. Instituições e apoios fundamentais vêm ainda mais reduzidas as verbas com as quais já dificilmente exerciam a sua actividade ou se mantinham em funcionamento. Antes com os PEC’s, agora com o “memorando”, a anterior ministra e o actual secretário de estado justificavam este estrangulamento com o patético argumento de uma distribuição equitativa entre as diferentes áreas de governo. Argumento desonesto e absurdo: o OE/2O12 prevê para toda a Cultura cortes que agravam os de 2011, reduzindo todo o financiamento do estado às artes e à Cultura a 6,7% do que até agora o Estado já entregou à banca, nomeadamente para dar cobertura ao buraco do BPN.
3. Para as áreas do Património Edificado, dos Museus, dos Sítios Arqueológicos, das Bibliotecas, dos Arquivos, a catástrofe é iminente. No conjunto, e para além do financiamento indigente, é o condicionamento extremo nas actividades de preservação, investigação, dinamização que está em causa, com uma ainda maior rarefacção e precariedade de pessoal qualificado e técnica e cientificamente especializado, é a centralização e a burocratização da gestão conjunta. E com o cerceamento da iniciativa própria, que para o secretário de estado aparentemente se resumirá à busca de fontes de financiamento exteriores, seja a que preço for. Desenha-se uma radical redução do número de instituições que integram os Museus Nacionais, redução que, sendo previsivelmente conduzida segundo os cegos critérios do PREMAC, nada terá a ver com o reforço, o equilíbrio e a requalificação cultural e científica.
4.”Austeridade” na cultura não destrói só o que existe, destrói o que fica impedido de existir. A criação contemporânea, os apoios aos teatros nacionais e ao cinema encaminham-se para uma ainda maior desresponsabilização do Estado e para a simples entrega aos mecanismos do mercado. O anunciado condicionamento dos apoios aos resultados de bilheteira, a suspensão dos contractos INOV-ART, o cancelamento do protocolo com a AICA, a perda de autonomia financeira do IÇA com o corte de 4,4 milhões de euros, a indefinição acerca do futuro e do papel da DGArtes, a drástica redução dos orçamentos dos Teatros Nacionais – bem como a pretensão do secretário de estado de opinar acerca da sua programação – significam o dramático agravamento da situação que já existia: a de, em cada ano. Centenas de projectos valiosos serem administrativamente adiados ou inviabilizados, de centenas ou milhares de criadores e outros trabalhadores da cultura verem a sua actividade cerceada e frustrada, a da área cultural ser inteiramente colonizada, sem alternativa, pelos produtos mercantis, rotineiros e homogeneíza dores das indústrias culturais.
5. Para o Governo e a troika, a Cultura situa-se no plano de um adereço da sociedade ou de um privilégio das elites. Para nós, que afirmamos que esta crise não tern saída democrática sem a intervenção determinante dos trabalhadores e do povo, a Cultura deve assumir um papel central. Â Cultura enquanto serviço público que assegura o direito de todos ao acesso, à criação e à fruição cultural. A Cultura, elemento central na formação da consciência da soberania e da identidade nacional, dialogando, de igual para igual, com toda a cultura de todos os povos do mundo. A Cultura, com o seu imenso potencial cie criação, liberdade, transformação e resistência. A Cultura que, tal como a emancipação do trabalho, é parte essencial do património do futuro.
6. É nesses termos que afirmamos: da mesma forma que o programa da troika conduz a economia ao desastre e o país à ruína, a política cultural que agora ainda se agrava ameaça a catástrofe num sector já em profunda crise: com o PREMAC, com a asfixia financeira, com a inteira demissão do Estado em relação aos objectivos de desenvolvimento e democratização de que a Constituição o incumbe. O tempo de pôr fim a este rumo de desastre é o tempo de hoje. Tempo de protesto e de recusa. Tempo de mobilização de toda a inteligência, de toda a criatividade, de toda a liberdade, de toda a cólera contra uma política que chama “austeridade” à imposição de um brutal retrocesso histórico em todas as áreas da vida social. Defender a Cultura é uma das mais inadiáveis formas de fazer ouvir todas as vozes acima do medíocre ruído dos “mercados”. Manifestamo-nos EM DEFESA DA CULTURA. E agiremos em conformidade.
14 de Dezembro de 2011
18th. Annual Screen Actors Guild Awards Nominations
Foram hoje anunciados os nomeados para os Screen Actors Guild Awards 2011, 18ª edição da cerimónia que decorrerá no domingo 29 de Janeiro de 2012, no Shrine Exposition Center, em Los Angeles.
Para além das 2 categorias para duplos (de mini-séries de televisão e cinema) e 8 de filmes para televisão ou mini-séries, destacam-se na categoria de casts, MEIA-NOITE EM PARIS de Woody Allen, OS DESCENDENTES de Alexander Payne e O ARTISTA de Michel Hazanavicius.
Das 4 categorias individuais, referência obrigatória aos principais Brad Pitt em MONEYBALL – JOGADA DE RISCO, Leonardo DiCaprio em J. EDGAR HOOVER e George Clooney em OS DESCENDENTES.No que toca a actrizes principais, Glenn Close em ALBERT NOBBS, Meryl Streep em THE IRON LADY e Tilda Swinton em TEMOS DE FALAR SOBRE KEVIN.
Lista Completa dos Nomeados na Categoria de CINEMA:
Outstanding Performance by a Male Actor in a Leading Role
DEMIÁN BICHIR / Carlos Galindo - “A BETTER LIFE” (Summit Entertainment)
GEORGE CLOONEY / Matt King - "THE DESCENDANTS” (Fox Searchlight Pictures)
LEONARDO DiCAPRIO / J. Edgar Hoover - "J. EDGAR" (Warner Bros. Pictures)
JEAN DUJARDIN / George - "THE ARTIST" (The Weinstein Company)
BRAD PITT / Billy Beane - "MONEYBALL" (Columbia Pictures)
Outstanding Performance by a Female Actor in a Leading Role
GLENN CLOSE / Albert Nobbs - "ALBERT NOBBS” (Roadside Attractions)
VIOLA DAVIS / Aibileen Clark - “THE HELP” (DreamWorks Pictures / Touchstone Pictures)
MERYL STREEP / Margaret Thatcher - “THE IRON LADY” (The Weinstein Company)
TILDA SWINTON / Eva - “WE NEED TO TALK ABOUT KEVIN” (Oscilloscope Laboratories)
MICHELLE WILLIAMS / Marilyn Monroe - “MY WEEK WITH MARILYN” (The Weinstein Company)
Outstanding Performance by a Male Actor in a Supporting Role
KENNETH BRANAGH / Sir Laurence Olivier - “MY WEEK WITH MARILYN” (The Weinstein Company)
ARMIE HAMMER / Clyde Tolson - "J. EDGAR" (Warner Bros. Pictures)
JONAH HILL / Peter Brand - "MONEYBALL" (Columbia Pictures)
NICK NOLTE / Paddy Conlon - “WARRIOR” (Lionsgate)
CHRISTOPHER PLUMMER / Hal - “BEGINNERS” (Focus Features)
Outstanding Performance by a Female Actor in a Supporting Role
BÉRÉNICE BEJO / Peppy - "THE ARTIST" (The Weinstein Company)
JESSICA CHASTAIN / Celia Foote - “THE HELP” (DreamWorks Pictures / Touchstone Pictures)
MELISSA McCARTHY / Megan - “BRIDESMAIDS” (Universal Pictures)
JANET McTEER / Hubert Page - "ALBERT NOBBS” (Roadside Attractions)
OCTAVIA SPENCER / Minny Jackson - “THE HELP” (DreamWorks Pictures / Touchstone Pictures)
Outstanding Performance by a Cast in a Motion Picture
THE ARTIST (The Weinstein Company)
BÉRÉNICE BEJO / Peppy
JAMES CROMWELL / Clifton
JEAN DUJARDIN / George
JOHN GOODMAN / Al Zimmer
PENELOPE ANN MILLER / Doris
BRIDESMAIDS (Universal Pictures)
ROSE BYRNE / Helen
JILL CLAYBURGH / Annie’s Mom
ELLIE KEMPER / Becca
MATT LUCAS / Gil
MELISSA McCARTHY / Megan
WENDI McLENDON-COVEY / Rita
CHRIS O’DOWD / Rhodes
MAYA RUDOLPH / Lillian
KRISTEN WIIG / Annie
THE DESCENDANTS (Fox Searchlight Pictures)
BEAU BRIDGES / Cousin Hugh
GEORGE CLOONEY / Matt King
ROBERT FORSTER / Scott Thorson
JUDY GREER / Julie Speer
MATTHEW LILLARD / Brian Speer
SHAILENE WOODLEY / Alexandra King
THE HELP (DreamWorks Pictures / Touchstone Pictures)
JESSICA CHASTAIN / Celia Foote
VIOLA DAVIS / Aibileen Clark
BRYCE DALLAS HOWARD / Hilly Holbrook
ALLISON JANNEY / Charlotte Phelan
CHRIS LOWELL / Stuart Whitworth
AHNA O’REILLY / Elizabeth Leefolt
SISSY SPACEK / Missus Walters
OCTAVIA SPENCER / Minny Jackson
MARY STEENBURGEN / Elaine Stein
EMMA STONE / Skeeter Phelan
CICELY TYSON / Constantine Jefferson
MIKE VOGEL / Johnny Foote
MIDNIGHT IN PARIS (Sony Pictures Classics)
KATHY BATES / Gertrude Stein
ADRIEN BRODY / Salvador Dali
CARLA BRUNI / Museum Guide
MARION COTILLARD / Adriana
RACHEL McADAMS / Inez
MICHAEL SHEEN / Paul
OWEN WILSON / Gilo.
11 de Dezembro de 2011
15º Festival de Cinema Luso-Brasileiro
Santa Maria da Feira, 4 a 11 de Dezembro.
Palmarés do Festival:
Terminou hoje o 15º Festival de Cinema Luso-Brasileiro que decorria em Santa Maria da Feira, desde o passado dia 4 de Dezembro.
Organizado pelo Cineclube da Feira, a Sessão de Encerrameno teve lugar às 21h30, com a Entrega de Prémios, a exibição de PHOTOPHOBIA, de Paulo Abreu, numa homenagem póstuma ao actor Pedro Hestnes que participa no filme, e a longa-metragem AS CANÇÕES, de Eduardo Coutinho, do Brasil.
O Palmarés desta edição foi o seguinte:
Longas-Metragens
Melhor Filme – YAMA NO ANATA/PARA ALÉM DAS MONTANHAS Aya Koretzky [PT]
Melhor Actriz – Sônia Guedes em “HISTÓRIAS QUE SÓ EXISTEM QUANDO LEMBRADAS” [BR]
Melhor Actor – Marat Descartes em “TRABALHAR CANSA” [BR]
Prémio Revelação – YAMA NO ANATA/PARA ALÉM DAS MONTANHAS Aya Koretzky [PT]
Prémio da Crítica – YAMA NO ANATA/PARA ALÉM DAS MONTANHAS Aya Koretzky [PT]
Prémio dos Cineclubes – HISTÓRIAS QUE SÓ EXISTEM QUANDO LEMBRADAS Julia Murat [BR]
Prémio do Público – HISTÓRIAS QUE SÓ EXISTEM QUANDO LEMBRADAS Julia Murat [BR]
Curtas-Metragens
Melhor Filme – INCÊNDIO Miguel Seabra Lopes e Karen Akerman [PT/BR]
Prémio Revelação – HOMENAGEM A QUEM NÃO TEM ONDE CAIR MORTO Patrick Mendes [PT]
Prémio Especial do Júri – OMA Michael Wahrmann [BR]
Menção Honrosa Júri – QUANDO MORREMOS À NOITE Eduardo Morotó [BR]
Prémio da Crítica – OVOS DE DINOSSAURO NA SALA DE ESTAR Rafael Urban [BR]
Prémio dos Cineclubes – TELA Carlos Nader [BR]
Prémio do Público – BARBA Paulo Abreu [PT]
Prémio 2: Onda Curta – CÃO Iris Junges [BR].
24 de Novembro de 2011 - 0 horas
Grande Écran - FM Média
.A FM-Média e o Grande Écran deliberaram em reunião de Direcção e Conselho de Redacção aderirem à Greve Geral agendada para hoje, 24 de Novembro.
Por esse motivo, o programa Grande Écran 695 que deveria ser difundido hoje, apenas será posto no ar e online no dia 1 de Dezembro.
Também não haverá, por essa razão, actualizações a esta página nem às que mantemos no Facebook, 'Grande Écran' (grupo) e 'Grande Écran - FM Média' (negócio local), durante um período de 24 horas que agora começa.
Ficam disponíveis online as 'Braves da Semana' e 'Estreias da Semana' referentes ao período de 24 a 30 de Novembro.
Pela Direcção, Fernando Mateus.
Pela Redacção, Isabel Santos, Margarida Mateus, Nuno Pedro, Raquel Silva, João Paulo Macedo.
13 de Novembro de 2011
Lisbon & Estoril Film Festival'11
Lisboa e Cascais, 4 a 13 de Novembro.
Palmarés:
PRÉMIO MELHOR FILME
Twilight Portrait, de Angelina Nikonova
PRÉMIO ESPECIAL DO JÚRI – JOÃO BENARD DA COSTA
Une Vie Meilleure, de Cédric Kahn
MENÇÕES HONROSAS
Amnesty, de Bujar Alimani
Oslo, August 31st, de Joachim Trier
PRÉMIO CINEUROPA
Une Vie Meilleure, de Cédric Kahn
PRÉMIO MEO
Here I Am, de Bálint Szimler
Aman (Safe and Sound), de Ali Jaberansari
MENÇÃO ESPECIAL
Frozen Stories, de Grzegorz Jaroszuk
L’Estate Che Non Viene, de Pasquale Marino
PRÉMIO L’OREAL
Miguel Nunes
PRÉMIO CANON
Encadeados, de Ana Delgado Martins
12 de Novembro de 2011
CINANIMA 11
35º Festival Internacional de Cinema de Animação
Espinho, 7 a 13 de Novembro.
Palmarés:
Grande Prémio Cinanima 2011 – The Renter, Jason Carpenter, EUA
Prémio Especial do Júri – Muybride’s Strings, Koji Yamamura, Canadá
Prémio Melhor Curta-Metragem – Até 5 minu tos/ Prémio Alves Costa – Ku b la Khan, Joan Gratz, EUA
Prémio Melhor Curta-Metragem – Mais de 5 minutos até 25 minutos – Second Hand, Isaac King, Canadá
- Menção Especial – Dimanche, Patrick Doyon, Canadá
Prémio Melhor Curta-Metragem – Filme de Fim de Estudos e/ ou Filme de Escola/ Prémio Gaston Roch – Playing Ghost, Bianca Ansems, Reino Unido
- Menção Especial – 366 Days, Johannes Schiehsl, Alemanha Prémio José Abel – One More Time!, Okruzhnova, Ovchinikova, Pavlycheva, Petrova, Arkipova, Yakhyaeva, Rússia
Prémio António Gaio – Sem querer, João Fazenda, Portugal
- Menção Honrosa – O Sapateiro, de David Doutel e Vasco Sá
- Menção Honrosa – Independência de Espírito, de Marta Monteiro, Portugal.Prémio Jovem Cineasta Português (Menos de 18 anos) – Nôs Terra, de Colectivo de Crianças da EB1 de Trás-os-Montes, Polo 3, Ilha de Santiago, Cabo Verde
- Menção Honrosa:
Águas Turvas, da Escola EB1 do Pego, AbrantesPrémio Jovem Cineasta Português (Mais de 18 anos) – Bats in the Belfry, de João Alves
- Menção Honrosa:
A primeira vez que descobri para que servia o meu rabo, de Bruno Silva, França
Camera Obscura, de Marta Maia, AustráliaPrémio RTP2: Onda Curta:
- One More Time!, Okruzhnova, Ovchinikova, Pavlycheva, Petrova, Arkipova, Yakhyaeva, Rússia
– Lumberjack, Pawel Debski, Polónia
– Coast Warning, Alexandra Shadrina, Rússia
– Muybridge’s Strings, Koji Yamamura, Canadá
- Oedipus, Paul Drissen, CanadáPrémio do Público – Danny Boy, Marek Skrobecki, PolóniaPrémio Melhor Banda Sonora Original – Arachmaninoff, de René Lange, Alemanha
6 de Outubro de 2011
12ª Festa do Cinema Francês
por Falco Fernandes
(Plano de Abertura do Grande Écran 688)
Tem início esta 5ª feira, às 21 horas, no Cinema São Jorge, em Lisboa, a 12ª Festa do Cinema Francês, uma organização da Embaixada de França e do Institut Français du Portugal que traz ao país um olhar alargado sobre a cinematografia francesa, tanto através de filmes, como da presença de realizadores e actores.
E trata-se realmente do país, porque depois de Lisboa, onde decorrerá até dia 16, a Festa se estende a diversas cidades, Almada, de 12 a 16, Porto, de 18 a 23, Guimarães, de 20 a 23, Faro, de 23 a 30, e Coimbra, de 2 a 8 de Novembro.
Este ano, foram escolhidos para a inauguração 2 filmes, uma curta e uma longa-metragem: LE VOYAGE DANS LA LUNE, de George Méliès, curta de 1902, em cópia restaurada e com banda sonora original pelos “Air” com que abriu o Festival de Cannes, e THE ARTIST, de Michel Hazanavicius, que garantiu a Jean Dujardin o prémio de melhor actor em Cannes.
A actriz francesa Anouk Aimée será a homenageada desta edição, com um ciclo que decorrerá na Cinemateca Portuguesa, de 7 a 31, e contará com Carole Bouquet como madrinha da Festa, seguindo-se a Sandrine Bonnaire que foi a primeira madrinha, na edição 2010.
A RTP2 associa-se à Festa, com a exibição de 10 longas-metragens, em sessões duplas do programa Onda Curta, aos Sábados à noite.
Do programa consta a atenção especial ao universo d a animação, a exibição de clássicos em cópia restaurada, a celebração do cinquentenário do Festival de Cannes que trará até nós 10 dos primeiros filmes de nomes como Léos Carax, Ursula Meier, Jean Eustache e António da Cunha Telles, entre outros, e antestreias, como é o caso do já referido filme de abertura, THE ARTIST, mas também de DE VRAIS MENSONGES, de Pierre Salvadori, com Audrey Tautou, de LE MOINE, de Dominik Moll, ou de ET MAINTENANT ON VA OÙ?, de Nadine Labaki, já referido por José Mário Bastos, na cobertura de San Sebastián.
Do programa dedicado à homenageada Anouk Aimée, constam 16 filmes entre os quais não poderia faltar UM HOMEM E UMA MULHER, de Claude Lelouch, a madrinha Carole Bouquet verá exibidos 5 filmes em que participa, como ESTE OBSCURO OBJECTO DE DESEJO, de Luis Buñuel.
Para que não restem dúvidas, pode ser descarregada a versão pdf do catálogo da 12ª Festa do Cinema Francês, directamente do site www.festadocinemafrances.com , onde está toda a informação, e os bilhetes podem ser adquiridos através de www.ticketline.pt .
6 de Outubro de 2011
Realizadores e Produtores apreensivos quanto ao futuro
colaboração de Germano Campos
As associações de realizadores e produtores aguardam com "expectativa" e "apreensão" as já solicitadas audiências com a Secretaria de Estado da Cultura para debater a futura Lei do Cinema e a situação no sector.
Contactadas pela agência Lusa para fazerem um ponto de situação da Lei do Cinema, as associações de realizadores e produtores reconhecem temer uma "paralisação" no sector devido aos atrasos na aprovação da legislação.
A anterior tutela socialista deixou ultimado um projecto-lei do cinema.
O actual secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, já disse que está a ser elaborada legislação.
Fernando Vendrell, vice-presidente da Associação Portuguesa de Realizadores, recordou que "foi pedida uma audiência logo a seguir à tomada de posse" do secretário de Estado da Cultura, "mas ainda não houve resposta", apesar da "insistência" da associação.
Frisando que continua por definir "a perspectiva para o cinema no ano que vem", o produtor e realizador confessou "uma grande apreensão" face ao futuro.
"A informação que temos é que não há directivas nem perspectivas sobre a política para o cinema" para 2012, resumiu, acrescentando ter "a indicação" de que os apoios estão condicionados pela nova lei.
"Sem a lei, os apoios ao cinema aparentemente estão paralisados", disse.
Também Ana Costa, vice-presidente da Associação de Produtores de Cinema (APC), indicou que já foi pedida uma audiência à Secretaria de Estado.
O pedido só foi feito "há uma semana", porque a APC esteve à espera que o Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) "dissesse alguma coisa", mas o ICA acabou por responder "que não tinha instruções".
"Estamos à espera do plano de produção para o ano que vem. Todos os anos o plano é colocado no site do ICA até 31 de Outubro e depois discutido com as associações", explicou Ana Costa, referindo que o ICA deu a entender "que provavelmente vai haver cortes".
5 de Outubro de 2011
MOVICA - III Mostra de Vídeo e Cinema Africano
Começa esta 4ª feira e decorre até Sábado, no Cinema Passos Manuel, no Porto, a MOVICA - III Mostra de Vídeo e Cinema Africano.
Grande parte do financiamento da ataca provém dos fundos angariados em eventos promovidos pela mesma, tal como é o caso da MOVICA – Mostra de Vídeo e Cinema Africano – que pretende ser um motor de divulgação da cultura africana através cinema/documentário, preferencialmente de produção local. Durante as duas edições anteriores a MOVICA mostrou mais de 16 filmes/documentários, com predominância dos filmes dirigidos ou co-dirigidos por realizadores naturais dos PALOP, e pode contar com a presença de vários realizadores para comentar as próprias obras.
A MOVICA 2011 acontecerá no Cinema Passos Manuel de 5 a 8 de Outubro. Esta edição, para além exibir 7 filmes/documentários, conta com a presença de convidados especiais que transmitirão ao público presente diferentes perspectivas culturais dos seus países africanos de origem.
Toda a informação sobre este evento pode ser consultada na página da mostra, em: movica2011.blogspot.com .
30 de Junho de 2011
Política para o Cinema
por Falco Fernandes
O Governo fez saber que o critério prioritário na atribuição de subsídios aos projectos de filmes portugueses, passa a ser as receitas de bilheteira de obras anteriores do realizador e produtor.
Segundo este critério, encabeça a lis dos sortudos Carlos Coelho da Silva com O CRIME DO PADRE AMARO, celebrizado por revelar ao país Soraia Chaves em nu integral.
Para lá dos 10 maiores êxitos, situam-se realizadores como João Botelho, Fernando Lopes, Alberto Seixas Santos, António Ferreira, Joaquim Leitão ou, pérola no bolo, Manoel de Oliveira!
Entre os privilegiados, estão António-Pedro Vasconcelos com 2 vezes Soraia, Fernando Fragata com 2 filmes, e o líder, com mais 2 filmes, AMÁLIA e UMA AVENTURA NA CASA ASSOMBRADA.
A questão é hilariantemente trágica ou tragicamente hilariante, segundo os pontos de vista: por um lado há quem esteja em pânico com a perda do tachinho de sopa que alimentou décadas de boa vida, de gente fina e intelectual, para quem a esmagadora maioria do país “just doesn’t give a shit”.
Pelo outro e depois da União Europeia tanto ter batido na tecla da preservação da identidade cultural dos seus membros, começa por se fustigar precisamente a cultura, a par com áreas ainda mais críticas, a saúde e a segurança social.
Ora se há área em que o nosso país tem uma imagem bem melhor do que a que merece no mundo, é na cultura e nomeadamente no cinema, actividade em que soma regularmente distinções nos mais diversos festivais e instituições internacionais, a par com ciclos dedicados a cineastas portugueses,
Isto, a despeito da escassez de obras produzidas anualmente, dada a dimensão do país e a disponibilidade de meios que nunca foi muita, mas ainda menos razoavelmente distribuída, privilegiando de modo recorrente os mesmos nomes, na corrida a apoios financeiros.
Desde Manoel de Oliveira que TEM DE RECEBER apoio, seja qual for o projecto que apresente, a José Carlos de Oliveira que aconselha Raúl Ruiz a ir pedir dinheiro a outro lado, quando o produtor dos seus filmes é o, apesar de tudo português, Paulo Branco, passando por jovens cineastas descontentes, Bruno de Almeida e António Ferreira, por exemplo, que se sentem regularmente preteridos pelos filhos dilectos do sistema, há de tudo, como na botica do careca.
Quanto a produtores, encabeça a lista Paulo Branco que, maioritariamente de fora do país, tem pontuação máxima e assim continuará, dando-nos bons filmes e cortando asas à concorrência.
Na 4ª feira, António-Pedro Vasconcelos, pôs o dedo numa das feridas abertas no panorama que se avizinha, pela política para o cinema anunciada pelo governo de Pedro Passos Coelho, ao relembrar a questão das desacauteladas quotas de mercado, num país em que em vez dos 23% de média europeia, o cinema português conta com escassos 0,4 a 2% de espectadores.
Panorama tenebroso a prometer o holocausto que se anunciava de há muito para uma situação insustentável, nunca abordada com seriedade e que consta ir parar em parte às mãos das televisões!Se José Sócrates se estava nas tintas para a Cultura porque sabia garantir apenas 2% dos votos, as perspectivas escureceram substancialmente com as primeiras medidas anunciadas.
19 de Maio de 2011
Grande Écran 670
O Centro das Artes - Casa das Mudas, no concelho
da Calheta, na zona oeste da ilha da Madeira, acolhe
até domingo o primeiro Festival de Cinema Documental, o Islands.Doc.
Hoje, o programa inclui a projeção de "Homem no Arame", Rock on Tchaikovsky"
-- um documentário madeirense realizado por Filipe Ferraz, em parceria com
a Orquestra Clássica da Madeira - além do "Messiah" e "In and Out of Fashion".
Na sexta-feira vaão ser exibidas obras consideradas emblemáticas de
WIlliam Kein (fotógrafo, pintor, cineasta, designer gráfico e um dos artistas
mais influentes e controversos do século XX), como "Le Festival Panafrican",
que aborda o tema da libertação dos povos africanos, e "Muhammad Ali", sobre
um dos maiores pugilistas do mundo, e ainda a produção portuguesa "Brava
Dança", a que assistirá o seu realizador, José Pinheiro.
16 de Maio de 2011
ANIMAIO 2011 - Palha de Abrantes - Cine-Teatro S.Pedro - 16 a 20 de Maio
16 de Maio – 21h30
Cinanima 10 – Curtas metragens de animação
Premiados 2010
Infantil 2010
Juvenil 2010
17 de Maio – 21h30
Antestreia das Curtas metragens
“Colorindo Sorrisos” pelos alunos Daniel Teixeira, Élia Batista, Margarida Pereira e Sara Corda da Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes
Com a ajuda do Técnico de Som e Imagem Romeu Fernandes
PT, 2011, 15 Min.
“Os Jovens e os Vícios” pelos alunos Joana Heitor, Liliana Medroa, Márcia Alagoa, Tatiana Lopes, Alunos do 12º C da Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes.
Filmado e editado por Pedro B Branco
PT, 2011, 15 Min.
18 de Maio – 21h30
“Colorindo Sorrisos”
PT, 2011, 15 Min.
“Os Jovens e os Vícios”
PT, 2011, 15 Min.
O Mágico, de Sylvain Chomet
FR, 2010, 90min., M/12
19 de Maio
10h30 – Antestreia
“O Segredo da Arca D’ Água”, pelos Realizadores de Palmo e Meio da Escola EB1 da Chainça
Orientado por João Paulo Dias & Victor Hugo
“Sou Cigano!”, pelos Realizadores de Dois Palmos e Meio da Escola Secundária Dr. Solano de Abreu
Orientado por Tânia Duarte e ÍCARO
21h30 – Sessão de premiados da MONSTRA – Festival de Animação de Lisboa
20 de Maio
10h30 – Antestreia
“Águas Turvas”, pelos Realizadores de Palmo e Meio da Escola EB1 do Pego
Orientado por Graça Vieira
“O Lápis que não sabia escrever”, pelos Realizadores de Palmo e Meio da Escola EB1 de S. Facundo
Orientado por Rodolfo Pimenta & Joana Marques
“D. Poupança e o Jardim dos Valores”, pelos Realizadores de Palmo e Meio da Escola EB Nº1 de Abrantes
Orientado por Rodolfo Pimenta & Joana Marques
21h30 – Estreia dos filmes dos Realizadores de Palmo e Meio
“O Segredo da Arca D’ Água”, pelos Realizadores de Palmo e Meio da Escola EB1 da Chainça
Orientado por João Paulo Dias & Victor Hugo
“Sou Cigano!”, pelos Realizadores de 2 Palmos e Meio da Escola Secundária Dr. Solano de Abreu
Orientado por Tânia Duarte e ÍCARO
“Águas Turvas”, pelos Realizadores de Palmo e Meio da Escola EB1 do Pego
Orientado por Graça Vieira
“O Lápis que não sabia escrever”, pelos Realizadores de Palmo e Meio da Escola EB1 de S. Facundo
Orientado por Rodolfo Pimenta & Joana Marques
“D. Poupança e o Jardim dos Valores”, pelos Realizadores de Palmo e Meio da Escola EB Nº1 de Abrantes
Orientado por Rodolfo Pimenta & Joana Marques
“Os Guarda-Rios”, pelos Realizadores de Palmo e Meio do ETL – Palha de Abrantes
Orientado por Paulo D’Alva
MIXRepública – Vejam o que aconteceu em Abrantes na Implantação da República.
Com os convidados especiais Tânia Duarte, ÍCARO e Quico Serrano.
15 de Maio de 2011
Indie Lisboa'11- 8º Festival Internacional de Cinema Independente
Palmarés:
COMPETIÇÃO INTERNACIONAL
Grande Prémio de Longa Metragem "Cidade de Lisboa"
"The Ballad of Genesis and Lady Jaye"
de Marie Losier
COMPETIÇÃO INTERNACIONAL
Grande Prémio de Longa Metragem "Cidade de Lisboa" - Menção Honrosa
"La BM du Seigneur" de Jean-Charles Hue
Prémio Caixa Geral de Depósitos para Melhor Longa Metragem Portuguesa
"Linha Vermelha" de José Filipe Costa
Prémio de Distribuição
"Morgen" de Marian Crisan
Grande Prémio para Curta Metragem
"The Story of Elfranko Wessels" de Erik Moskowitz e Armanda Trager
Grande Prémio para Curta Metragem
– Menção Honrosa
"Diane Wellington" de Arnaud des Pallières
"La Forêt" de Lionel Rupp
"The Painting Sellers" de Juho Kuosmanen
Prémio PIXEL BUNKER para
Melhor Curta Metragem Portuguesa
"Alvorada Vermelha" de João Pedro Rodrigues
e João Rui Guerra da Mata
Prémio RESTART para Melhor Realizador Português de Curta Metragem – ex aequo
Gabriel Abrantes pelo filme "Liberdade"
Marco Martins e Filipa César pelo filme "Insert"
Prémio Novo Talento FNAC
Patrick Mendes pelo filme "Homenagem a Quem Não Tem Onde Cair Morto"
Prémio RTP Pulsar do Mundo
"I Will Forget this Day" de Alina Rudnitskaya
Prémio RTP Pulsar do Mundo
- Menção Honrosa
"Palazzo dele Aquile" de Stefano Savona,
Alessia Porto e Ester Sparatore
Prémio TAP para Melhor Longa Metragem Portuguesa de Ficção
"O Que Há de Novo no Amor?" de Hugo Martins, Hugo Alves, Mónica Santana Baptista, Patrícia Raposo, Rui Santos e Tiago Nunes
Prémio TAP para Melhor Documentário
de Longa Metragem Português
"Eden" de Daniel Blaufuks
Prémio RTP2 Onda Curta
"Diane Wellington" de Arnaud des Pallières
"How to Pick Berries" de Elina Talvensaari
"I Don't Blame the Beautiful Game"
de Christopher Arcella
"Nuit blanche" de Samuel Tilman
Prémio SIGNIS – Árvore da Vida
"La ilusión te queda" de Márcio Laranjeira
e Francisco Lezama
Prémio SIGNIS – Árvore da Vida
– Menção Honrosa
"Swans" de Hugo Vieira da Silva
"Os Milionários" de Mário Gajo de Carvalho
Prémio AIP de Melhor Imagem para Longa Metragem Portuguesa com o Apoio KODAK/LIGHT FILM/PLANAR
Carlos Lopes "Cácá" por "América"
de João Nuno Pinto
Prémio AIP de Melhor Imagem para Longa Metragem Portuguesa com o Apoio KODAK/LIGHT FILM/PLANAR
– Menção Honrosa
Luís Branquinho por "O Barão" de Edgar Pêra
Prémio AIP de Melhor Imagem para Curta Metragem Portuguesa
Takashi Sugimoto por "Wakasa" de José Manuel Fernandes
Prémio AMNISTIA INTERNACIONAL
"Cleveland contre Wall Street"
de Jean-Stéphane Bron
Prémio AMNISTIA INTERNACIONAL
– Menção Honrosa
"I Will Forget this Day" de Alina Rudnitskaya
Prémio do Público Pepsi
- Melhor Longa Metragem
"Cleveland contre Wall Street"
de Jean-Stéphane Bron
Prémio do Público Pepsi
-Melhor Curta Metragem
"Paris Shanghai" de Thomas Cailley
Prémio Melhor Filme IndieJúnior
"My Good Enemy", "O Meu Bom Inimigo"
de Oliver Ussing
Prémio Melhor Filme IndieJúnior
– Menção Honrosa
"Les mains en l'air", "As Mãos no Ar"
de Romain Goupil
"Cul de bouteille", "Óculos de Garrafa"
de Jean-Claude Rozec
Prémio do Público IndieJúnior
"Coisas que é Melhor Não Misturares"
de Joost Lieuwma
N.R.: Até ao momento, não obteve qualquer resposta o email enviado em 19 de Abril à organização solicitando a acreditação para a cobertura deste festival, para além de em chamada telefónica de hoje, a pessoa que nos atendeu e uma vez exposta a nossa estranheza nos ter desligado o telefone sem se dignar responder responder, justificando em toda a plenitude o nome da entidade organizadora do festival: "Zero em Comportamento". Este comportamento, no mínimo insólito, será obviamente comunicado em ofício nosso ao ICA, entidade apoiante do festival.
14 de Maio de 2011
Black & White 2011- 8º Festival Audiovisual
Palmarés:
Grande Prémio Vídeo - Ibertelco / Sony:
"Píton"
André GuiomarMelhor Vídeo Ficção:
“Negative”
Yoav HornungMelhor Vídeo Documentário:
“Píton”
André Guiomar
Melhor Vídeo Experimental:
“The Homogenics”
Gerard Freixes
Melhor Vídeo Animação:
“Halftone”
Hamideh Javadi
Melhor Vídeo Musical:
“Roncos do Diabo”
Tiago Soares
Melhor Áudio - Yamaha Música:
“Motofauna”
Vincent Wikström
Melhor Fotografia – Filinto Mota:
“Reinventing time for love”
Henrique BentoPrémios do Público:
Prémio do Público de Áudio - Centro de Criatividade Digital:
“A4”
João Gigante e Miguel ArieiraPrémio do Público de Fotografia - EA / SI:
“A Fuga”
Daniela MarquesPrémio do Público de Vídeo - Centro de Criatividade Digital:
“Píton”
André GuiomarMenções Honrosas: Menção Honrosa Vídeo Ficção:
“Alfama”
João Viana
Menção Honrosa Vídeo Ficção:
“Encontro”
Mariana Castro
Menção Honrosa Vídeo Animação:
“Anna Blume”
Vessela DantchevaMenção Honrosa Áudio:
“White Gods”
Emma Bowen
12 de Maio de 2011
Começou ontem CANNES 2011
(Plano de Abertura do Grande Écran 669)

Teve início na 4ª feira o 64º Festival Internacional de Cinema de Cannes que decorre na estância francesa da Croisette e constitui seguramente a mais mediática festa europeia de cinema, apenas comparável à cerimónia dos Oscares da Academia Americana.
Este ano e como já referimos anteriormente, o núcleo central do certame, a Selecção Oficial, é assegurado por um conjunto equilibrado de 20 filmes, 19 dos quais em competição.
O lote escolhido vai desde realizadores consagrados a nomes desconhecidos que mantêm viva a vocação do festival francês para a descoberta de novos cineastas.
De entre os primeiros, referência obrigatória a Nuri Bilge Ceylan, Nanni Moretti, Pedro Almodóvar, os irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne, Aki Kaurismaki, Lars von Trier, Alain Cavalier, Terrence Malick e Lynne Ramsay, já distinguidos em anteriores edições.
Moretti e von Trier já foram mesmo distinguidos com a Palma de Ouro, galardão máximo do Festival de Cannes que os Dardenne bisaram.
Ceylan, Cavalier, Kaurismaki e Ramsay receberam o Grande Prémio do Júri, o mesmo sucedendo com von Trier, neste caso por duas vezes.
Ceylan, Almodóvar e Malick tiveram já o prémio de Melhor Realizador.
Mas nada está garantido para os habituées, num festival que na edição 2007 entregou a 4 LUAS, 3 SEMANAS E 2 HORAS, do estreante Christian Mungiu, 3 prémios, um dos quais precisamente a cobiçada Palma de Ouro.
Qualquer dos estreantes em Cannes, Joseph Cedar, Takashi Mike, Markus Schleinzer, Maïwenn Le Besco, Julia Leigh, Michael Hazanavicius, se pode tornar o herói da edição 2011 de Cannes que abriu com MIDNIGHT IN PARIS, de Woody Allen.
A presença portuguesa em Cannes é assegurada com curtas-metragens e a participação do realizador João Pedro Rodrigues num dos júris.
A VIAGEM, de Simão Cayatte, na Cinéfondation, e POLIGRAD, de
Rui Silveira, na Semana da Crítica.
O 64º Festival de Cannes termina no domingo dia 22. [ver mais]
14 de Maio de 2011
A MONSTRA VEM À CASA - Casa da Animação - Sábado, 14 de Maio
Como vem sendo habitual a Casa da Animação reserva um Sábado por mês para dar a conhecer o seu espaço, as suas valências – exposição, oficinas, e sobretudo cinema de animação.
A MONSTRA | Festival de Animação de Lisboa, celebrou a sua 10ª edição nos passados dias 21 a 27 de Março de 2011, procurando destacar o que de melhor se realiza no mundo do cinema de animação, a nível das escolas especializadas na área, ao nível da produção... de curtas que em pouco excedem um minuto (curtíssimas) e no âmbito da produção de longas-metragens de animação de autor.
A Casa da Animação tem a honra de acolher a Monstra, para dar a conhecer os filmes premiados no certame, e o grande prazer de receber o seu director artístico, Fernando Galrito, que irá orientar uma mini-oficina de animação e apresentar a Monstra.
>> CINEMA15h30_sessão Monstrinha (dos 7 aos 12 anos)
Curtas divertidas para o público mais jovem.18h00_ Competição Curtas de Estudantes
Os filmes premiados na última edição da Monstra.19h_ Competição curtíssimas
Os filmes premiados na última edição da Monstra.21h30 Life Without Gabriela Ferri, Pritt Pärn
Prémio especial do Júri para melhor longa-metragem de animação
>> OFICINAS A ANIMAÇÃO DO MOVIMENTO!
Formador: Fernando Galrito (director da Monstra)
Hora: 15h30
Duração: 90 minutos
Publico alvo: maiores de 12 anos
Nº de participantes: máximo 15 pessoas
Requisitos: trazer uma máquina fotográfica digital
Preço de inscrição: 15,00 € (20% de desconto para estudantes)Uma oficina de animação diferente, dinâmica e divertida.
O resultado da oficina será apresentado no final da sessão das 19 horas.
CLUBE DE ANIMAÇÃO
Hora: 16h às 18h
Duração: 2 horas
Preço de inscrição: 10,00 €
Partindo de uma abordagem livre ao cinema de animação, esta actividade permite a exploração do desenho, da tridimensionalidade dos objectos, através da captura de imagem frame a frame.
Cada participante cria um mini-filme ou sequência animada.
11 de Maio de 2011
Festival Black & White 2011 - 11 a 14 de Maio
Começa hoje o Festival Black & White 2011, a decorrer na Universidade Católica do Porto, até 14 de Maio.
O festival é, mais uma vez, promovido pela Escola das Artes da Universidade Católica no Porto e este ano fica marcado pelo facto de possuir o maior número de filmes a concurso entre treze países.
Único no mundo ao celebrar a estética a preto e branco, o certame deste ano conta com um total de quarenta e seis obras a concurso: trinta vídeos, oito sequências fotográficas e oito áudios.
5 de Maio de 2011
Plano de Abertura: Cinemas Medeia Saldanha Residence encerram
“Face ao actual panorama da distribuição e exibição, marcado pelas inegáveis desigualdades estimuladas pelos grandes grupos, a MEDEIA FILMES tomou a decisão difícil de encerrar as quatro salas de cinema, que programa nas galerias Saldanha Residence, a partir de segunda-feira, 9 de Maio.”
Assim tomámos conhecimento de mais uma baixa na cada vez mais pobre família cinéfila portuguesa, ainda mal refeita de outras mortes como as do Quarteto e da Tóbis!
Segundo o Sapo “Fecho de salas de cinema do Saldanha Residence é doloroso mas não grave” terá dito Paulo Branco e se ele diz….
Segundo a MEDEIA FILMES, o encerramento e passamos a citar “marcará um novo ciclo na programação e exibição dos Cinemas Medeia, pautado por um reforço na aposta da qualidade no cinema independente e nas cinematografias menos divulgadas no nosso país.”
Nem comentamos porque a empresa de Branco foi sempre a de privilegiar um cinema alternativo, quase sempre de incontornável qualidade.
Mas também o Quarteto, “quatro salas / quatro filmes” era sinónimo de “Filme de Qualidade” e faleceu, sem encontrar substituto, deixando na memória cinéfila os anos de ouro do cinéfilo Pedro Bandeira Freire.
Vivemos um tempo em que a exibição de filmes de qualidade morre lentamente, dando passo à avalanche de produtos supostamente mainstream.
Com os antecedentes conhecidos e a própria Cinemateca a viver momentos difíceis, o encerramento das salas Medeia – Saldanha Residence, não podem senão mais uma nuvem no céu de tempestade em que sobrevive a cinefilia.
Isso, independentemente das bem intencionadas palavras de esperança com que Paulo Branco ou quem quer que seja tente doirar a operação.
(Plano de Abertura do Grande Écran 668)
29 de Janeiro de 2011
MULLERES DA RAIA de Diana Gonçalves em Valença
JORNADAS MEMÓRIA E FRONTEIRA EM VALENÇA:
Sábado 29 Janeiro às 16:00h.
Projecção do documentário MULLERES DA RAIA no Auditório da Câmara Municipal de Valença com a presença da realizadora Diana Gonçalves, e posterior passeio pelo caminho do TRAPICHE, o epicentro da vida das trapicheiras e rainas e local das filmagens.
Nesta revisitação dos espaços do filme e da fronteira o público assistente poderá partilhar a sua própria história ao passo por estes lugares de maneira a construir uma memória colectiva viva. Não se abstenham de rever e repensar a nossa fronteira!
Mais info: Entrevista na TSF às 23:00H.
30 de Dezembro de 2010
Plano de Abertura: 2010 versus 2011
Pouco a dizer sobre este 2010 que termina dentro de 2 escassos dias.
A falar, teria de o fazer com mágoa, apontar o dedo a figuras e entidades, voltar a bater na tecla estafada do Estado da Nação, com os inevitáveis reflexos no universo do cinema.
Prefiro referir os sinais de esperança num futuro bem mais risonho que parece tardar em chegar mas vai espreitando aqui e além, quase sempre longe dos olhos do grande público.
Com o advento do digital, tão odiado pelos cultores da película, invadiram as salas uma multidão de novos cineastas, numa grande diversidade de filmes, distinguidos com frequência em festivais no país e no estrangeiro.
Num momento de crise, o cinema parece querer contrariá-la e chama mais público às salas, não só às da rede comercial, mas também aos cineclubes, associações, festivais de cinema.
Como dizia António da Cunha Telles nos anos 70, a única hipótese de sobrevivermos, será criar circuitos alternativos aos controlados pelo colonialismo norte-americano e é o que parece estar a acontecer.
Terminamos com uma frase de Ana Perpétuo, para os amigos como nós a Super-Annie, postada no FaceBook:
"Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens."
Fernando Pessoa
Falco Fernandes
30 de Dezembro de 2010
Balanço do Ano

No ano em que o 3D dominou os mercados, em que AVATAR, com uma simples história de amor levou meio mundo ao cinema e a animação se apresentou com vários filmes entre os mais vistos do ano, o cinema português foi fortemente penalizado pela crise em termos financeiros, mas a critica estrangeira e os festivais de cinema premiaram os cineastas nacionais.
Pela primeira vez, a ficção portuguesa para televisão recebeu um Emmy em Nova Iorque.
Os festivais por cá sofreram nos seus orçamentos com os cortes financeiros do ICA e das entidades locais que em muitos casos eliminaram liminarmente o cinema dos seus Planos de Actividade.
Ainda assim, lá foram sendo anunciados e realizados com mais ou menos convidados, com mais ou menos dias mas marcaram a presença da sétima arte um pouco por todo o país, onde o cinema escasseia ou está ausente.
O Festroia, ainda sem ter regressado à sua casa habitual, voltou em Junho desta feita no auditório do Centro Paroquial da Anunciada, onde a organização montou todo o certame.
O cinema eslovaco foi homenageado nesta 26ª edição e o cinema português marcou presença todas as noites, o bolão na Av Luiza Todi, transformada em meeting point recebeu os convidados para amenas cavaqueiras em torno das imagens em movimento, saborear um moscatel setubalense ou simplesmente levantar o jornal diário do Festival.
Rogério Samora foi distinguido nesta edição com um Golfinho de Ouro pelos 30 anos de carreira e pelo seu contributo para com o cinema português.
O verão estava envergonhado mas os Encontros de Avanca cumpriram-se na data habitual e com o sucesso que resulta da prática equilibrada de ver e fazer cinema, neste caso através dos workshops.
Mais a norte e a 58ª edição de San Sebastian, também com cortes orçamentais, menos 1 dia no certame, menos convidados, mas não deixando a qualidade das diversas secções.
Numa edição morna em relação ao que estamos habituados, homenageou Julia Roberts que esteve na cidade com Javier Bardem para apresentar o seu filme COMER, ORAR, AMAR, o Kursal foi pequeno para os TODOS verem, ouvirem e fotografarem estas duas estrelas.
A presença portuguesa na cidade basca fez-se com MISTÉRIOS DE LISBOA, de Raul Ruíz que viajou até lá com Maria João Bastos, Adriano Luz, Ricardo Pereira, o produtor Paulo Branco e o argumentista Carlos Saboga, entre outros, para no dia 25 de Setembro trazerem na bagagem a Concha de Prata para Melhor Realizador desta edição.
De regresso ao sul, a paragem obrigatória FIKE, em Évora, antecipando um mês a sua 9ª edição, sem apoios das entidades locais e com a nuvem negra a pairar sobre o Auditório Soror Mariana que deixou já de exibir as sessões regulares em Évora, Património Cultural.
Durante 5 dias, dezenas de curtas metragens passaram no ecrã do auditório da Universidade, masterclasses ,uma maratona lomográfica, e música para o fecho das noites longas do FIKE e para encerramento uma homenagem a Ruy de Carvalho marcaram este FIKE.
De malas feitas, rumámos à maravilhosa ilha do Faial, ao encontro do Faial Filmes Fest, para uma semana de cinema nacional, das ilhas da macaronésia e dos PALOPs, homenageando Manoel de Oliveira, masterclasses, animação “After Nights”, e um convívio único entre convidados e organização faz deste evento uma passagem obrigatória no calendário dos cinéfilos.
Coimbra, e os seus Caminhos do Cinema Português, tiveram 18 meses de interregno, mas a 17ª edição foi alargada para 10 dias de cinema em português, o Novo Cinema Português foi mostrado nos primeiros dias, assim como o ciclo de cinema turco, muitos foram os presentes, de António Ferreira a Pandora Cunha Teles de Ivo Canelas a Gonçalo Galvão Teles, passando por um incontornável Telmo Martins e a sua equipa de ouro, estiveram no palco do TAGV para apresentar, debater ou receber prémios.
Outros festivais decorreram pelo país mas que não pudemos acompanhar e outros irão decorrer com mais ou menos dificuldades certo é que em 2011 iremos marcar presença junto do Cinema, na 5 fila duma qualquer sala, especialmente atentos ao Cinema em Português, como sublinhava o saudoso Fotograma que até 2010 nos roubou.
Boas entradas.
Isabel Santos
30 de Dezembro de 2010
Teremos Sempre o Cinema

No final de cada ano chega-se a um momento em que se torna imperioso fazer balanços, recordar as grandes mudanças vividas ou os grandes sentimentos sentidos.
Para um cinéfilo, muitas dessas mudanças e muitos desses sentimentos foram experienciados numa escura sala de cinema em comunhão com desconhecidos em frente a um grande ecrã.
Nada mais lógico do que proceder então a uma recolha das obras que mais o marcaram, como tal passo a expor o que foi para mim o ano de 2010 nessas salas com essas pessoas que durante horas partilharam comigo a magia da sétima arte.
Começo pelo regresso de um dos grandes realizadores da actualidade, o dinamarquês Lars Von Trier com o filme ANTICRISTO, onde assisti a algumas das mais belas cenas de belo horrível dos últimos tempos como é a cena inicial ao som de Lascia ch’io pianga de Handel, cantado por Tuva Semmingsen.
Toda a angústia de um casal que perde um filho e o que pode suceder quando a culpa é demasiado grande é, no fundo o tema central desta obra.
Novamente, Lars Von Trier não desilude.
De Itália surge um dos mais belos filmes deste ano, Luca Guadagnino ofereceu-nos EU SOU O AMOR, protagonizado pela inebriante Tilda Swinton.
O amor como tema central, a incapacidade de o viver ou de o sentir expresso através de olhares que nos levam numa viagem de sensações e nos fazem acreditar, no final que, querendo, o amor somos todos nós.
Uma das mais hilariantes comédias deste ano que termina vem de Marrocos com A MESQUITA de Daoud Aoulad-Syad.
A um estilo muito parecido ao de Emir Kusturika, Daoud conta-nos as agruras por que passa Moha ao tentar recuperar os seus terrenos após terem sido emprestados para, na rodagem de um filme, serem o sítio onde o cenário de uma mesquita foi construído. O mundo do cinema visto pelos olhos de uma pobre comunidade marroquina.
De Inglaterra surge uma agradável surpresa, um filme realizado pelo misterioso artista de rua Banksy.
EXIT THROUGH THE GIFT SHOP, filmado num estilo que oscila entre o documentário e o vídeo clip, coloca ao público questões tão pertinentes como o que é a cultura e o poder dos media na criação dos artistas da actualidade.
O sul coreano Ji-woon Kim surge com a obra I SAW THE DEVIL, onde através da perseguição de um serial killer feita por um agente secreto, nos mostra o que Nietzsche já nos tinha avisado quando escreveu: “Aquele que luta com monstros, deve-se assegurar que não se transforma ele próprio num monstro. Quando olhas para um abismo, o abismo também olha para ti.”
Isaki Lacuesta, realizador catalão, mostra-nos Ava Gardner através do filme LA NOCHE QUE NO ACABA.
Num documentário incomparável ficamos a conhecer melhor a actriz, que sendo americana melhor interpretou Carmen, o ícone da mulher espanhola. Um filme que não se limita a falar sobre esta diva da sétima arte mas também sobre os meandros da arte que a fez famosa.
PA NEGRE, do realizador espanhol Agusti Villaronga, é um filme sobre a transformação de uma criança num adolescente frio e totalmente desprovido de sentimentos.
Magistralmente filmado, ao estilo David Lynch ou Gus Van Sant, somos progressivamente inundados por uma sensação de claustrofobia ao assistirmos ao crescimento da personagem principal através dum mundo povoado de monstros e seres alados que se confundem com o comum dos mortais.
Chegamos finalmente à cinematografia nacional com a referência a três grandes filmes.
O tão esperado regresso do realizador António Ferreira aconteceu este ano com EMBARGO, baseado num conto homónimo de José Saramago.
Mesmo optando por uma linguagem muito distinta da sua primeira longa-metragem, António Ferreira mostra que continua a ser um dos grandes valores do cinema nacional, criando uma obra passível de diversas leituras e capaz de atrair um público bastante eclético.
EFEITOS SECUNDÁRIOS, de Paulo Rebelo, conta a história da amizade que surge entre Laura, uma cabeleireira e Carmo, uma sem-abrigo seropositiva.
Filme que deve muito da sua beleza às interpretações de Maria João Luís, Rita Martins e Nuno Lopes (namorado de Laura).
Sem dúvida um filme de actores.
UM FUNERAL À CHUVA, de Telmo Martins, é um dos grandes filmes do ano que agora termina.
A amizade como tema central, vista pelos olhos de ex alunos universitários.
O jovem realizador consegue, através da sua primeira longa-metragem, provocar a sensação de que tudo vai correr bem inclusive que o público português vai voltar a invadir as salas de cinema para ver cinematografia nacional.
Será este o desejo para o próximo ano, que 2011 traga novos e bons filmes e que cada vez mais os sucessos cinematográficos no nosso país sejam falados e não legendados.
Margarida Mateus
2 de Setembro de 2010
Miguel Gomes & AQUELE QUERIDO MÊS DE AGOSTO
Miguel Gomes realizou em 2008 a segunda longa-metragem que entrou como uma flecha na história do cinema português mais recente, desencadeando o aplauso dos críticos, o reconhecimento dos festivais e recolheu do público a melhor aceitação entre nós.
AQUELE QUERIDO MÊS DE AGOSTO foi uma autêntica pedrada nas águas paradas do nosso cinema, ao conseguir duma assentada combinar documentário e ficção, lançar um precioso e jovem olhar sobre a nossa vida, reconciliar-nos com a música pimba.
Ajudaram a isso as dificuldades ao longo da produção, como o realizador faria questão de sublinhar em entrevista ao Grande Écran, aquando da passagem do filme nos Caminhos do Cinema Português.
A história contada emocionou as plateias, como drama familiar que é, falando do alegre regresso dos emigrantes e da partida que inevitavelmente se segue, dos amores e desamores dos jovens, mergulhando no incesto, uma realidade que já não é possível esconder.
Filmado na região de Arganil, é também um documento precioso sobre a vida nas nossas aldeias, um olhar aberto e sem preconceitos um levantamento da música popular do nosso tempo, mesmo sem que o realizador o reconheça como tal,.
Aplaudido entre nós e distinguido com 12 prémios em diversos festivais portugueses e estrangeiros, AQUELE QUERIDO MÊS DE AGOSTO parte no sábado, acompanhado de outros filmes de Miguel Gomes, à conquista do público norte-americano.
A equipa Grande Écran deseja-lhes boa viagem.
Falco Fernandes
(Plano de Abertura do Grande Écran 633)
12 de Agosto de 2010
A propósito da Venda do Quarteto
Plano de Abertura de Falco Fernandes
Diz o povo que "um é pouco, dois é bom, três é demais", dizia o tio António que "a voz do povo é a voz do caraças" e tinha razão porque afinal, quatro é o ideal.
Se o terceto cheira a ménage e o "quinteto era de de cordas", com o Quarteto, o Freire compôs uma sinfonia de imagens e sons, ofereceu-nos Primavera e incendiou com o fogo da paixão os corações cinéfilos.
Vinte e cinco anos de viagens sem passaporte, por terras vomo Buñuel, Fellini, Truffaut, refrescando-nos a alma com malta como "A Dama de Xangai" ou "O Meu Amor de Hiroshima", numa "Fúria de Viver", "Quanto mais quente melhor".
Como Bandeira que é, contagiou-nos com uma "grande ilusão", como que um longo Verão, temperado com a água fresca do cinema.
E num quarto de século, a cidade cresceu e tornou-se Europa, o Quarteto não virou quinteto, mas ganhou corpo como o bom vinho, tornou-se mais desejável como as boas mulheres, manteve-se como elas fiel ao amor cinéfilo duma multudão de admiradores.
Neste Outono do cinema em que o ecrã perde a cor, o Pedro encheu o espaço de si e as salas de filmes que nos cantam como "Música no Coração".
Quatro estações, quatro salas, quatro filmes, num tempo em que quase "tudo o vento levou", o Quarteto exibe um novato aqui, um velho esquecido acolá, mas sempre, sempre aquela frase: "Filme de Qualidade".Neste Inverno, com o ar carregado de promessas de neve, ainda a esperança de que o ciclo se complete e recomece, pela teimosia do puto crescido Pedro Bandeira Freire, o mestre.
Fernando Mateus (o assistente)
P.S. - O que raramente acontece, eu estou de acordo...
Isabel Gonçalves (a assistente)
(Texto escrito para o livro "Quarteto - um quarto do século XX).
6 a 16 de Agosto de 2010
6ª Mostra de Cinema Não Europeu de Tavira
Terminada do dia 26 de Julho a 11ª Mostra de Cinema Europeu de Tavira, tem início esta sexta feira, dia 6 de Agosto, a 6ª edição da MOSTRA DE CINEMA NÃO EUROPEU DE TAVIRA, que também decorrerá ao ar livre nos belos Claustros do Convento do Carmo.
A Mostra decorre ao longo de 11 noites, até 16 de Agosto, as sessões iniciam-se às 21.30h e em todas as projecções serão exibidas cópias em 35 milímetros.
Abrirá a Mostra NAS NUVENS de Jason Reitman, com George Clooney, Vera Farmiga e Anna Kendrick, um drama romântico norte-americano que contou com 6 nomeações para os Oscars, obteve 44 prémios e outras 53 nomeações, já apreciado pelo Grande Écran. [ver mais]
28 a 31de Julho de 2010
FUSO - ANUAL DE VIDEO ARTE INTERNACIONAL DE LISBOA
OFUSO – Anual de Vídeo Arte Internacional de Lisboa começa na próxima Quarta-feira dia 28 às 19 horas, decorrendo até às 23h30 de dia 31.
Criado pela Dupla Cena, Fuso VideoArte, Temps d’Images e António Da Câmara Manuel, decorrerá no BES – Arte e Finança, CARPE DIEM Arte & Pesquisa, GOETHE Institut e Museu Colecção Berardo.
Informações em www.fusovideoarte.com
Até 31 de Julho de 2010
Festival de Sundance desafia novos talentos
O Festival de Cinema de Sundance 2011 anunciou a criação do projecto “Life in a Day” (“A Vida Num Dia”), dirigido por Kevin Macdonald e produzido por Ridley Scott.
O mote de partida é “como seria a vida se durasse apenas um dia”, pergunta a que os participantes terão de responder com um vídeo, e o projecto conta com o apoio do YouTube.
O deadline para o envio dos vídeos é 31 de Julho e o festival decorre de 21 a 31 de Janeiro de 2011.
O site do festival pode ser acedido através do link http://www.festival.sundance.org/2010/.
25 de Julho de 2010
SOU O AMOR de Luca Guadagnino no Cineclube da Feira
O Cineclube da Feira exibe este Domingo, às 21h45, o filme EU SOU O AMOR, escrito e realizado por Luca Guadagnino, produção italiana com Tilda Swinton e Flavio Parenti.
Uma trágica história de amor situada na dobragem do milénio em Milão, o filme foi distinguido com o prémio de melhor longa-metragem no Boulder International Film Festival e o Prémio da Crítica no Festival de Dublin.
até 23 de Julho de 2010
O TRIBECA FILM FESTIVAL oferece uma fotografia de Basquiat
O Tribeca Film Festival anunciou que para celebrar o novo documentário JEAN-MICHEL BASQUIAT: THE RADIANT CHILD oferece uma fotografia de Basquiat, assinada pelo artista Shepard Fairey.
A fotografia em questão foi utilizada para o design do poster do filme que abriu o Film Forum no dia 21 e para concorrer deverá inscrever-se no site tribecafilm.com até dia 23.
Centrado numa rara entrevista feita pelo seu amigo Tamra Davis filmada com Basquiat há mais de 20 anos, este documentário fala da meteórica ascensão e queda do jovem artista.
Basquiat tinha 25 anos, estava no auge da sua carreira e hoje os seus quadros são vendidos por mais de um milhão de dólares.
23 de Julho de 2010
THE COVE - A BAÍA DA VERGONHA de Louie Psihoyos ao ar livre em Alfama
O CinAlfama NCA organiza esta Sexta-feira às 21h30, no Largo de São Miguel, em Alfama, uma sessão de cinema ao ar livre, seguida de debate.
Será projectado o filme THE COVE - A BAÍA DA VERGONHA de Louie Psihoyos,
o controverso documentário rodado discretamente na baía de Taiji, no Japão e que denunciou ao mundo a trágica chacina de golfinhos na região, feita com a conivência das autoridades nipónicas.
Será convidado
especial: Manuel Eduardo dos Santos, responsável pelo Projecto Delfim que analisa e protege a comunidade de golfinhos do Estuário do Sado, para falar do tema e responder a perguntas.
Veja toda a info em www.cinalfama.blogspot.com
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23 de Julho de 2010
A CASA QUE EU QUERO de Joana Frazão e Raquel Marques no Passos Manuel
O documentário A CASA QUE EU QUERO de Joana Frazão e Raquel Marques vai ser exibido no Cinema Passos Manuel, no Porto, esta Sexta-feira, pelas 22 horas.
Ao longo de 60 minutos, o filme fala de “Uma casa fechada onde se pode brincar, janelas que se abrem, a casa de pedra, um vestido de noiva, as plantas de que ninguém cuida durante meses, cabras, porcos e cavalos, dias de chuva e a piscina sem ser usada, o marido que foi a salto para França, a casa na árvore por construir, portões redondos que não deixaram fazer, colchões de pé para proteger da humidade, a casa construída há 30 e tal anos e a que ainda não está acabada, la maison de nos rêves.” como se pode ler na sinopse.
23 de Julho de 2010
AMADEUS de Milos Forman em Viana do Castelo
O Aonorte Cineclube de Viana exibe esta Sexta-feira dia 23 mais uma sessão do Ciclo Milos Forman com o filme AMADEUS do realizador polaco.
A sessão terá lugar às 21h30 no Auditório do Grupo Desportivo e Cultural dos Trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, no Largo das Almas, em Viana do Castelo.
23 de Julho a 6 de Agosto de 2010
Histórias do Cinema II -Colectiva de Artes Plásticas
Os filmes de que gostamos têm essa capacidade... Trabalham-nos por dentro quando os vemos e deixam-nos uma cicatriz perpétua, um rasgão que nos tatua a alma para o res...to da vida. Para o bem e para o mal eles são os filmes da nossa vida, aqueles que desenham os territórios onde gostamos de nos encontrar/perder.
A exposição pública dos trabalhos decorrerá entre os dias 23 de Julho e 6 de Agosto na galeria da Biblioteca Municipal Rocha Peixoto, Póvoa de Varzim.
Todos os trabalhos estarão à venda ao preço simbólico de 50 euros. As verbas revertem para as actividades do Clube de Cinema 8 e Meio.
22 de Julho de 2010
Pedro Mexia demitiu-se do cargo de sub-director da Cinemateca Portuguesa
"Terminam hoje, a meu pedido, as minhas funções na Cinemateca. Durante vinte anos, fui visita da casa. Durante dois anos e meio, fui da casa. Continuarei sempre «muito cá de casa»."
Foi nestes termos que o sub-director da Cinemateca Portuguesa, Pedro Mexia, tornou pública através do seu blog, a decisão de deixar o cargo para que fora nomeado pelo anterior director João Bénard da Costa que substituiu após a sua morte, em Maio de 2009.
Mexia afirmou que “foi uma óptima experiência”, marcada apenas por duas questões “muito negativas”: a morte do anterior director da instituição, João Bénard da Costa, em Maio de 2009, “que foi um choque”, e “a actual situação financeira e os sacrifícios que isso implica”.
O período em que assumiu interinamente as funções de director da Cinemateca Portuguesa que muitos consideraram apontá-lo como o sucessor de Bénard da Costa terminou aquando da nomeação de Maria João Seixas, regressando então ao lugar de subdirector a que agora resignou.
(Fotografia Expresso)
22 de Julho de 2010
Cinema Português: Primeiras Obras, Primeiras Vezes
No programa Cinema Português: Primeiras Obras, Primeiras vezes, a Cinemateca Portuguesa, exibe esta Quinta-feira às 22 horas, DUMA VEZ POR TODAS de Joaquim Leitão.
A sessão terá lugar na Sala Luís de Pina, o filme será projectado em cópia nova e conta com a presença do realizador.
DUMA VEZ POR TODAS de Joaquim Leitão com Pedro Ayres de Magalhães, Vicky d’Almeida, Filipe Ferrer
Portugal, 1986 - 100 min
Estreia de Joaquim Leitão na longa-metragem, o vibrante DUMA VEZ POR TODAS (Prémio Nova Gente para melhor filme português 1987) é um filme urbano e nocturno. O ambiente tem algo de “noir” e a narrativa inclui elementos policiais que albergam algumas sinalizações (por exemplo, Hitchcock e JANELA INDISCRETA). Quando foi exibido publicamente pela primeira vez, na Cinemateca, em 1986, o filme foi imediatamente saudado pela revelação de um novo autor do cinema português: “A autenticidade e a qualidade básica do universo cinematográfico neste filme erguido são inquestionáveis” (José Manuel Costa).
(informação da Cinemateca Portuguesa)
22 de Julho de 2010
O TEMPO QUE RESTA de Elia Suleiman em Viana do Castelo
Esta Quinta-feira, integrada nas Sessões Cineclubistas, o Aonorte Cineclube Viana, exibe no Cinema Verde Viana o filme O TEMPO QUE RESTA de Elia Suleiman, também interpretado por ele.
A sessão tem início às 21h30, o mais recente filme do realizador israelita data de 2009, foi seleccionado para Cannes e conta com três distinções, de entre as quais duas em Mar del Plata, Prémio do Júri e Melhor Realização.
22 de Julho de 2010
Três filmes de Pedro Costa vão estar em Avignon
Os filmes de Pedro Costa NO QUARTO DE VANDA (2000), JUVENTUDE EM MARCHA (2006) e NE CHANGE RIEN (2009) vão ser exibidos na 64ª edição do Festival de Avignon.
O realizador português também vai estar pessoalmente em França nos dias das exibições dos seus filmes, de 22 a 24 de Julho, como noticia a agência Lusa. Jeanne Balibar e Rodoplphe Burger também estarão na projecção de NE CHANGE RIEN, o documentário sobre a música francesa.
O Festival de Avignon é um encontro europeu do espectáculo contemporâneo, que começou esta quarta-feira e vai durar as próximas três semanas tendo na programação 36 espectáculos principais, entre os quais 20 inéditos ou recentemente criados.
21 de Julho de 2010
"Chacun son Cinéma" - Cineclube do Porto
O Cineclube do Porto organiza na Quarta-feira, dia 21, uma sessão no Cinema Passos Manuel, no Porto, às 22 horas, com o filme CHACUN SON CINÉMA feito por um conjunto de realizadores, nomeadamente Manoel de Oliveira.
Por ocasião do 60º aniversário do Festival de Cannes, o certame convidou alguns dos maiores realizadores da actualidade para realizarem uma curta-metragem tendo como tema em comum a sala de Cinema.
Trinta e cinco realizadores, como David Cronenberg, Manoel de Oliveira, Jean-Pierre e Luc Dardenne, Nanni Moretti, Wong Kar-Wai, Abbas Kiarostami, Takeshi Kitano, Walter Salles, Gus Van Sant, David Lynch, Alejando González Iñárritu, Roman Polanski, entre muitos outros, aceitaram o desafio.
O resultado é uma obra cheia de pequenas relíquias todas elas tendo em comum uma declaração de amor à sétima arte.
19 de Julho de 2010
A OBRA DE ARTE na ABL
A OBRA DE ARTE é um documentário longa- metragem sobre a criação artística com 7 importantes artistas plásticos do Brasileiros :
Eduardo Sued, Carlos Vergara, Beatriz Milhazes, Cildo Meireles, Waltércio Caldas, Tunga e Ernesto Neto .
O filme vai estar ser exibido às 18h30 de Segunda-geira dia 19, na Academia Brasileira de Letras, na Avenida Presidente Wilson, 203 Centro, Rio de Janeiro, Brasil.
16 a 26de Julho de 2010
11ª Mostra de Cinema Europeu - Tavira
Custa a acreditar já termos chegado à 11ª edição da Mostra de Cinema Europeu de Tavira, um evento que nasceu no ano 2000, nos mágicos Claustros do Convento da Graça. O rumo e os critérios de programação destes eventos, desde o início têm sido idênticos: alta qualidade e sensibilidade ao nível do argumento e da realização dos filmes escolhidos, um ambiente acolhedor e descontraído e qualidade ao nível da projecção e som. As Mostras deste ano não serão diferentes!
Tanto na secção Europeia como na Não Europeia, tentámos ao máximo diversificar os países participantes na produção dos filmes, sempre dependente da oferta de filmes no mercado nacional de distribuição, que continua a ser limitada. Mas não temos razão de queixa; contamos com um filme português de qualidade considerável, RUAS DE AMARGURA, que iremos exibir com legendas em inglês e na presença do realizador. Em contraste com os anos anteriores também temos a sorte de poder contar com dois belíssimos filmes japoneses: PONYO ON THE CLIFF e STILL WALKING. Pensando nos mais jovens, mas nem menos nos pais e nos avós, introduzimos uma sessão extraordinária de UP – ALTAMENTE. Esperamos que tudo seja do vosso agrado, ficaremos à vossa espera!
André Viane
Presidente do Cineclube
Nota da Redacção: Para saber tudo sobre a Mostra de Cinema Europeu de Tavira, clicar no poster à esquerda.
12 de Julho de 2010
Antestreia de MULLERES DA RAIA de Diana Gonçalves na Cinemateca Portuguesa
Na próxima segunda-feira, 12 de Julho, às 21:30h, está marcada a ante-estreia do documentário Mulleres da Raia na Cinemateca Portuguesa. O primeiro filme da produtora e realizadora galego-portuguesa Diana Gonçalves, vai-se projectar na capital do país depois de um longo percurso em solitário e com escassos apoios financeiros. Um documentário que através da força da palavra e do encontro entre mulheres de várias gerações, constrói o passado com a memória ainda viva e presente.
Mulleres da Raia recupera a memória da fronteira minhota e a sua transformação e relata um episódio importante da história do século XX, protagonizado por uma geração de mulheres que com a sua actividade, realizavam um intercâmbio diário com o país vizinho. Os fenómenos do contrabando e a emigração clandestina durante os períodos ditatoriais franquista e salazarista, são tratados neste trabalho cinematográfico desde a perspectiva de género. Uma proposta pioneira e arriscada para uma produção independente que ao fim de um ano viu a luz. Uma história de luta diária, esquecida pelo tempo e a própria história que a realizadora recupera para o grande ecrã.
Mulleres da Raia, estreou em Março de 2009, no Play-Doc, Festival Internacional de Cinema Documental (Tui, Galiza), um dos principias festivais de documentário de Espanha, onde esgotou a sessão e encheu o auditório. Como padrinho da estreia, Audrius Stonys, documentarista lituano, autor de várias obras destacadas no género do documentário.
Depois desta exibição na secção informativa do certame, Mulleres da Raia encetou uma caminhada à descoberta do público que o levaria, em Abril de 2009, aos Caminhos do Cinema Português, em Coimbra, onde foi distinguido com o Prémio da Imprensa para o Melhor Filme.
Seguiu-se em Junho do mesmo ano o Cinesul, Festival Iberoamericano de Cinema, no Rio de Janeiro. No mês seguinte o Filminho, Festival de Cinema Galego e Português, onde recebeu o Prémio Cinema Minhoto, e em Outubro esteve na Secção Panorama do Festival de Cine Internacional de Ourense (Galiza). No mês de Novembro, participou na Secção Oficial do FIKE, Festival Internacional de Curtas-metragens de Évora, e em Abril de 2010 viu-se distinguido com o Prémio Mestre Mateo, Melhor Documentário 2009, da Academia Galega do Audiovisual.
O Filme foi projectado nos Cinemas Maldà em Barcelona e em vários museus e instituições de cinema: Museo de Arte Contemporánea MARCO (Vigo) , Centro Galego das Artes da Imaxe CGAI (A Coruña) e emitido pela TVG Televisión de Galicia (2010).
Numa primeira leitura do trajecto deste documentário, parece estranha a dificuldade de exibição entre nós de Mulleres da Raia, bastante mais divulgado na Galiza, onde as exibições se sucederam com bastante regularidade, do que no nosso país, cuja capital apenas recentemente teve oportunidade de o ver, numa sessão que decorreu na Casa da Achada.
Mas o palco principal de MULLERES DA RAIA foi a rua. “MULLERES DA RAIA NA RUA” foi o nome que a realizadora pensou para a projecção itinerante do documentário nas vilas da fronteira minhota. Projecções ao ar livre e na praça pública com um significado construído. Os meses de Agosto, Setembro e Outubro foram meses de cinema no Minho. Novamente sem apoios, mas a ideia resultou. A rua estava cheia de gente para ver o seu cinema e ouvir a sua história.
Agora, é a Cinemateca que dá luz a esta história que mostra outro olhar sobre o país, que convida a reflexão sobre a memória, e a intervenção sobre a nossa realidade.
(Texto da Cinemateca Portuguesa)
12 de Julho de 2010
MULLERES DA RAIA de Diana Gonçalves na Cinemateca Portuguesa
No marco de colaboración establecido o pasado ano entre a Acadèmia del Cinema Català e a Academia Galega do Audiovisual, hoxe e mañá proxectaranse ás 20.00h nos Cines Maldà (Plaça del Pi 5, Barcelona), as obras gañadoras nas categorías de Mellor Longametraxe (Celda 211), Mellor Longametraxe Documental (¿Qué culpa tiene el tomate?), Mellor Documental (Mulleres da Raia) e Mellor Película para TV (Conexión).
MULLERES DA RAIA foi distinguido nos Caminhos do Cinema Português, em Coimbra, foi também exibido no FIKE e no Filminho.
As diversas tentativas da realizadora e produtora Diana Gonçalves para dar maior visibilidade ao filme esbarraram em portas como a RTP (considerado um "mero filme de e scola"), no DocLisboa e no Panorama.
Recentes tentativas foram mais bem sucedidas, tendo finalmente o filme chegado à capital, através duma sessão na Casa da Achada e estando agendada uma sessão para Segunda-feira 12 de Julho às 21h30, na Cinemateca Portuguesa.
Mais célere no reconhecimento à qualidade do filme foi a Galiza, distinguindo-o como melhor documentário de 2009 (prémio atribuído pela respectiva Associação de Produtores de Audiovisuais) e comprando os direitos para difusão televisiva (TV Galicia).
9 de Julho de 2010
Manoel de Oliveira apela a Gabriela Canavilhas
Senhora ministra, peço-lhe que pense bem nos problemas que estamos a viver, de modo a encontrar soluções eficazes e justas.
Em defesa dos realizadores e dos produtores de filmes portugueses neste difícil momento por que estão a passar, em defesa desta boa causa, tenho a dizer o seguinte:
Os filmes portugueses nunca foram ruinosos para o país e os seus custos cremos serem os mais baixos em relação à maior parte dos países. É certo que o momento é de crise, mas o cinema português está longe de ser motivo de ruína para o país e exactamente pelo seguinte:
Cada um dos nossos filmes move um grupo de actores, outros tantos figurantes e uma equipa técnica completa.
Este conjunto de contratados mexe com transportes, com restaurantes, com hotéis, etc., etc. E toda esta gente, com aquilo que ganha, faz as mais variadas compras com esses pequenos ganhos do seu trabalho, e isto, para além dos gastos que as próprias filmagens são obrigadas a fazer para produzir cada um dos seus filmes.
Mais: todos, seja dentro ou fora do filme, pagam impostos e esses impostos, feitas as contas, serão montantes aproximados, se não iguais ou até superiores, ao subsídio que o Ministério da Cultura dá para cada um desses filmes. O que quer dizer que o Estado vem a cobrir ou até a receber mais do que os subsídios que atribui a cada filme.
E quero dizer ainda:
Depois os filmes passam a ser exibidos no país, e quantas vezes vendidos para diferentes outros países, alguns dos meus filmes já passaram por esse mundo fora, em cerca de 27 países, bem como acontecerá com outros colegas, dando a conhecer as nossas expressões cinematográficas e culturais, uma vez que o cinema figura como uma síntese de todas as artes; para além de representar um reforço nos lucros dos produtores, lucros esses favoráveis ao país, como acontece com os livros, com a pintura ou com a música.
Assim como as televisões nacionais mostram aos seus países o essencial do que se passa no mundo, o cinema nacional divulga a cultura de cada país ao mundo.
Nunca senti ser um "peso" para os governos do meu país. Limito-me a fazer o meu trabalho o melhor que sei e posso para o que sinto ter nascido, tentando questionar os seres, as coisas, a nossa história e o mundo através dos filmes que tive o privilégio de realizar. No tempo da ditadura, fui fazer um curso de fotografia em Leverkusen, oferecido pela Bayer, nos seus estúdios da Agfa. A seguir, fui para Munique, onde comprei na Arnold Richter uma câmara de filmar. Montei numa carrinha tudo o necessário de imagem e som para filmar em qualquer lugar e fiz o primeiro filme a cores revelado pela Tobis Portuguesa: O Pintor e a Cidade que ganhou o meu primeiro prémio no Festival de Cork, a Arpa de Prata. E a seguir filmei sozinho mais quatro filmes, incluído o Acto da Primavera, o único para o qual recebera uma ajuda do SNI, por se tratar de um filme religioso e para o qual tive como meu assistente o malogrado António Reis.
Senhora ministra, peco-lhe que pense bem nos verdadeiros problemas que estamos a viver, de modo a encontrar soluções eficazes e justas. Não pergunte quanto ganha um cineasta que por vezes trabalha durante dois anos debruçado repetidas vezes sobre o arranjo do seu guião para o ajustar ao seu reduzido custo de produção, como fora o caso de alguns filmes e em particular do Estranho Caso de Angélica. Nós, realizadores, não temos direito a qualquer reforma. Cada realizador ganha o seu salário só quando filma, sem garantia nenhuma de continuidade. Não pergunte quanto ganha um actor ou um bailarino. Calculo que sabe que não é muito e que a sua derradeira glória poderá vir a ser a de morrer pobre. Pergunte sim, por exemplo, quanto aufere o administrador da Lusomundo/Zon, o abafador, aquele que esconde os nossos filmes, e que não responde mais depois de se assegurar com um contrato, e que não responde nem a nós nem a quem quer ver e mostrar os filmes portugueses.
Neste momento difícil, penso sobretudo nos meus colegas realizadores mais jovens. Para eles, estes cortes são profundamente injustos. E penso que, como eu, eles não podem viver sem uma Cinemateca Nacional forte que possa mostrar, hoje e todos os dias, o que é a história do cinema. Não podem viver sem um laboratório de imagem e de som, como o da Tobis, onde há mais de setenta anos faço os meus filmes. Eles precisam de uma lei do cinema que efectivamente proteja o cinema português. E precisam de ser ouvidos para isso. Eles, como eu, sempre viveram na precariedade e na insegurança, sem reforma nem subsídio de desemprego, e sem nunca sabermos se não estaremos a fazer o nosso último filme. Eles, como eu, só temos um desejo: todos ambicionamos morrer a fazer filmes. Realizador.
8 de Julho de 2010
Curtas Vila do Conde até ao próximo Domingo
Está a decorrer até Domingo o 18º Curtas Vila do Conde, Festival Internacional de Cinema, que teve início no passado dia 3 e que a organização define como o “epicentro português da reflexão em torno do cinema e do audiovisual”.
Para além da Competição Nacional, o festival conta com as secções Take One! e as competições Experimental, de Vídeos Musicais, Curtinhas e Da Curta à Longa.
Também integrado no Curtas Vila do Conde, decorre uma retrospectiva do cinema fantástico em 3D, denominada “Analog 3D”, por se tratar de filmes em suporte de película.
Do programa constam os filmes THE FLOATING MASKS, THE TOWN OF THE LIVING DEAD e THE BUBBLE de Arch Oboler
3 a 11 de Julho de 2010
Curtas Vila do Conde

À 18ª edição, o Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema dá mais um passo no seu processo de reinvenção, bem evidenciado pela proposta de programa a decorrer de 3 a 11 de Julho de 2010, em Vila do Conde, Portugal, tornando-se mais uma vez no epicentro português da reflexão em torno do cinema e do audiovisual, através de uma oferta diversificada que inclui sessões de cinema, espectáculos performativos, exposições, acções de formação e debates.
A Competição Internacional conjuga a maior diversidade de géneros e expressões, oferecendo ao público mais fiel e constante do Festival uma selecção de grande qualidade, apresentada em sessões preenchidas maioritariamente por curtas de ficção dialogando com documentários criativos e animações. [ver mais]
1 de Junho de 2010
Festival Cinema Independente ONcine
Envia a tua curta até 15 de Julho!
Brevemente anunciamos os prémios!
Este ano a ONCine volta a organizar o festival de curtas-metragens após ter recebido, via redes sociais e e-mail, vários pedidos por parte de instituições locais e de criativos interessados em participar quer no festival quer nos vários workshops que se realizam no período que antecede o mesmo.
Estrutura Festival:
- Lançamento do cincurso dia 1 de Junho;
- Antes e no decorrer do concurso existirão diversos workshops (software de edição de vídeo, escrita criativa, câmara e perspectivas), para fornecer todos conhecimentos necessários à criação de um filme;
- Em seguida serão seleccionados os melhores 5 filmes de cada categoria, que serão exibidos no festival. Posteriormente à visualização de todos os filmes serão eleitas as 3 películas vencedoras. Aos realizadores das curtas vencedoras serão atribuídos prémios.
- O festival decorrerá na fortaleza de Sesimbra e conta com apoio da Câmara Municipal de Sesimbra e será dividido em 3 dias:
•Dois dias com a exibição das curtas a concurso (pré-seleccionadas);
•Terceiro dia com concurso de VJ's.
Fica atento, mais novidades brevemente!
www.oncine.com
27 de Junho de 2010
Festival de Cinema Jovem: Caiu o pano sobre a edição 2010
Com a entrega de diplomas aos participantes do Training Ground e o anúncio dos filmes premiados, terminou no passado Sábado o Fest 2010, 6º Festival Internacional de Cinema Jovem que decorria desde dia 20 e acompanhámos em parceria com a organização encabeçada pelo director Filipe Pereira.
Para além da festa que é um certame dirigido aos jovens e por eles participado, fica a quantidade de filmes, quase 60 curtas e longas-metragens, cerca de 20 masterclasses, os workshops, a “Geração Woodstock” a abrir o festival.
Mas fica também a dor por ver os filmes a serem exibidos quase sistematicamente a partir de DVDs, pior do que isso com uma imagem baça e sem contraste, ainda pior com um som deplorável, péssimo porque no formato errado, com as pessoas transformadas em anões gordos e os carneiros em limusinas de perna curta!
O fenómeno não é exclusivo do Fest, no Festroia sucederam-se as projecções digitais erradas, o que destrói um filme desde as primeiras imagens.
O Centro Multimeios logrou ir mais além e, à semelhança do que sucede com a película no TAGV durante os Caminhos do Cinema Português, exibiu AMOR DE PERDIÇÃO de Manoel de Oliveira de tal forma que quando Simão entrou em cena literalmente decapitado, abandonámos a sala, onde ficaram cerca de 20 dos 100 espectadores com que a sessão começara.
O Centro Multimeios é um excelente equipamento, bastante maltratado pela autarquia espinhense, em mais uma demonstração de como se trata a Cultura em Portugal.
(Plano de Abertura do Grande Écran 625)
21 a 27 de Junho de 2010
Fest 2010 - 6º Festival Internacional de Cinema Jovem (Espinho)

Decorre entre 20 a 27 de Junho a edição 2010 do Festival Internacional de Cinema Jovem de Espinho, que o Grande Écran irá acompanhar como orgão oficial.
À semelhança do que sucedeu na passada edição, marcada por forte presença de jovens a quem o Fest é dirigido, estão programadas masterclasses, longas e curtas-metragens, encontros de convívio ao final da noite, proporcionando um convívio que se antevê animado e constitui a continuação natural da festa do cinema que se desenrola durante o dia.
A edição deste ano abre no domingo com uma jornada voltada para a música, contando com a presença de Zé Pedro (Xutos e Pontapés), uma mesa redonda, a exibição do filme WOODSTOCK e a actuação do convidado com outros músicos.
13 de Junho de 2010
Balanço da edição 2010 do Festroia
Teve lugar no passado Sábado, dia 12, a Cerimónia de Entrega de Prémios do Festroia 2010, 26º Festival Internacional de Cinema de Setúbal, que acompanhámos ao longo dos 10 dias.
Esta edição contou com 3 secções competitivas, a Secção Oficial, a de Primeiras Obras e O Homem e a Natureza, não tendo havido a habitual competição Independentes Americanos, cujo prémio foi entregue à Elephant Eye Films, produtora de Nova York, representada no Festroia por Kymberly Jose.
Integraram a Secção Oficial 14 filmes, 12 dos quais em competição, que foram apreciados por um júri presidido pelo realizador holandês Jos Stelling e em que a presença portuguesa coube à actriz Ana Bustorff.
Caracterizou esta edição o tom monocórdico e cinzento dos filmes, depressivos tanto quanto baste, excessivamente na opinião de muitos dos que acompanharam as sessões.
Talvez daí a facilidade com que a comédia dramática norueguesa UMA ESPÉCIE DE CAVALHEIRO de Hans Petter Moland arrecadou 4 prémios grandes desta edição e nomeadamente o Golfinho de Ouro para melhor filme.
Os júris Fipresci, da imprensa de cinema, e CICAE, dos cinemas de arte e ensaio, decidiram-se pelo filme polaco TUDO O QUE EU AMO, de Jacek Borcuch, fresco e centrado nos jovens, situado nos dias conturbados da afirmação do Solidariedade.
O festival homenageou o actor Rogério Samora e exibiu SORRISOS DO DESTINO de Fernando Lopes, em que participa.
A memória mais amarga desta edição terá sido a nova mudança de casa, agora para o Auditório da Anunciada, imposta pelo atraso das obras do Fórum Luísa Todi cuja conclusão poderá estar a anos de vista.
Outras secções do festival foram dignas de atenção, caso das curtas dos diversos programas, a constituírem uma salutar lufada de ar fresco, que animou o princípio de cada sessão.
Registe-se o esforço da Organização dirigida pela directora Fernanda Silva em trazer a Setúbal grande número de cineastas e actores, perante a quase total apatia dos órgãos de comunicação.
[consulte aqui o dossier do Festroia]
(Fotografia do Festroia)
1 de Junho de 2010
Já saiu a edição 2010 do CINEGUIA PORTUGAL - PRODUCTION GUIDE
O Cineguia formato bolso já saiu.
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Tony Costa editor
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